Sábado 11 de janeiro de 2003, a nossa proposta de hoje é conhecer uma prainha cerca de 1,5 Km rio acima.

Círculo azul: ponto de saída

Círculo vermelho: ponto de destino

Linha amarela: o percurso

Acordei relativamente cedo por volta das 7 h, relutei em levantar, afinal de contas é sábado. Mas é preciso providenciar o reabastecimento domestico, tomei-me de coragem e levantei, fui a feira feira rompendo a rotina de ir ao super-mercado.
De volta ao apartamento já encontrei Ryan (meu filho) acordado e iniciamos então os preparativos para a nossa empreitada, arrumamos as mochilas não esquecendo do protetor solar, máquina fotográfica e os demais apretechos.
Por volta das 10 h já estávamos a caminho de nossa base de operações, a casa do Mosqueiro, por volta das 10:30 h chegamos ao nosso destino, pusemos a canoa para fora de casa a sombra das mangueiras, colocamos os gêneros alimentícios e água dentro do recipiente térmico, limpamos a canoa, apanhamos os remos e os coletes, ajustamos o carrinho ao barco e nos dirigimos a rampa que dá acesso ao rio distante cerca de trezentos metros de nossa base.

Tudo pronto partimos para o rio, com o carrinho colocar a canoa na água tornou-se mais fácil visto que a rampa de acesso tem considerável nível de inclinação e é bastante escorregadia.
Canoa na água, músculos aquecidos, pusemo-nos a remar, sol a pino, céu azul, água clara e morna, típica situação das manhãs de verão. Logo adiante alguns banhistas do povoado nos observam com uma certa admiração, nossa canoa é novidade, as de uso dos pescadores são de madeira e infinitamente mais pesadas que a nossa, seguimos em frente com a ajuda da correnteza, a maré estava enchendo e nos levava rio acima, nossa primeira parada foi a sombra da gameleira, tomamos um gole d'água e continuamos a jornada

Atravessamos o rio rumo a uma ponta de mangue situada em frente a Crôa do Goré, seguimos junto ao mesmo até atingir o nosso primeiro objetivo, uma pequena praia com um solo misto de areia e argila, neste percurso enfrentamos águas revoltas o vento soprava forte e as marolas empurraram a canoa para a margem, tentamos retomar as remadas rumo ao nosso ponto de chega almejado, uma pequena praia onde encontra-se uma casa sede de uma fazenda. Depois de algumas investidas tivemos que desistir de prosseguir em frente remando, o vento intensificou-se e nos jogava a todo instante sobre as raízes do manguezal, decidimos então arrastar a canos caminhando dentro d`água, tivemos a sorte das águas serem rasas e o leito da margem do rio firme que facilitava a caminhada.
Cerca de vinte minutos depois chegamos ao nosso destino, colocamos a canoa em local abrigado, nos acomodamos a sombra de um arbusto onde fizemos um lanche e descansamos aguardando algum tempo até o início da vazante da maré.
No retorno continuamos a enfrentar os rigores do vento, fizemos um esforço considerável para atingir a outra margem do rio, mas enfim conseguimos tomar o rumo de volta, logo adiante surge uma crôa a nossa frente e mais uma vez precisamos caminhar levando a canoa a reboque. De volta a bordo continuamos a remar, uma ligeira parada em frente ao bar Pantanal para esticar as pernas. Novamente embarcados remamos mais  uns quinze minutos até o nosso ponto de partida.