22 de janeiro de 2003, hoje parti solitário para o rio, quando acordei o grupo que tem a pretensão de catar massunim já havia partido. Preparei o caiaque, o cantil, apanhei a máquina fotográfica, chapéu, untei-me com protetor solar e me pos a caminho, as nove horas já estava subindo o rio contra a correnteza, meia hora após já avistava o grupo que já se encontrava em plena ação, eram cerca de doze pessoas que chegaram a crôa em duas canoas, entre eles nosso vizinho Zezinho, nascido e criado no Mosqueiro com alguns dos seus filhos, netos e amigos. Nos arredores mais algumas canoas que também se dedicavam a cata do crustáceo e a pesca com rede de arrasto.

Percurso: linha amarela
Saída: ponto azul
Chegada: ponto vermelho
Ficamos no local por volta de duas horas, neste intervala de tempo a maré
continuava a vazar e onde estávamos, no meio do rio que quando lá cheguei a água
atingia a altura dos joelhos, já não cobria mais os nossos pés .
Ajudei na cata e o fruto do nosso trabalho rendeu aproximadamente uns cem
quilos, que segundo Zezinho após aberto e cozinhado rende um quinto ou menos de
carne. Por volta do meio dia já estávamos retornando levando cerca de uma hora
para chegar ao ponto de partida.
Foi necessário recorrer a carrinhos de mão para transportar o que foi capturado
até a residência de Zezinho.
Neste mesmo dia tive o prazer de degustar um ensopado de massunim feito com
muito espero pelo anfitrião do dia que tem sabor semelhante ao do Sururu.
