Nesta sexta-feira, 23/01/2004, parti para a primeira remada solo na canoa canadense, construí um banco adicional que tem dupla função: levar um terceiro remador ou permitir que se reme sozinho. Foi está última possibilidade que coloquei em prática.
O propósito era o de explorar um braço do rio na sua margem norte próximo a foz, já havia passado por ele em outras oportunidades mas não o havia explorado. Como de costume coloquei a canoa na água pela rampa de acesso ao rio que fica próxima a minha residência (300m), transportei a canoa até lá no carrinho que também improvisei com tubos de alumínio e rodas encontradas nas lojas de ferragens ou madeireiras (em breve colocarei uma imagem do mesmo).
As 10:45 estava de partida, ainda com a vazante da maré, que ia me dando uma mãozinha rio abaixo. Levei dois tipos de remo: o convencional da canoa e o usado nos caiaques, dupla pá assimétrica. Logo descobri que o mais adequado quando se está sozinho é usar mesmo o remo para os caiaques, que evita trocas constantes de bordo para manter a direção da canoa quando se faz uso do remo de uma única pá.
Cerca de uma hora e vinte minutos depois estava chegando na entrada do braço do rio, a partir dai tudo era novidade, parei para descansar um pouco e estirar as pernas numa pequena praia logo no início do riacho. Em seguida retomei a empreitada riacho a dentro, passei por uma palhoça que parece um pequeno porto onde os pescadores abrigam as suas canoas e foi adiante, mais um pouco encontrei dois pescadores que de dentro da sua canoa tentavam soltar a rede de pesca que encontrava-se presa no fundo do riacho. Conversei um pouco com eles e pedi informações sobre a navegabilidade do mesmo, fui informado que poderia ir a frente por volta de 1 Km e que conservando sempre a direita chegaria a um loteamento que fica situado ao lada da rodovia. Segui as instruções e continuei a remar, encontrei com outro grupo de pescadores, desta feita em número de três que estavam pescando de tarrafa.

O riacho ia se estreitando a medida que avança e o manguezal fica ao alcance das mãos. Um banco de areia aqui, outro ali, mas em outros pontos a profundidade do mesmo era suficiente para tomar todo o comprimento do remo de aproximadamente 2,5 m. Por fim encontrei o loteamento citado pelos primeiros pescadores e consegui me situar geograficamente em relação a rodovia que deve ficar a cerca de 800 m a oeste do ponto onde me encontrava.

Desembarquei, explorei o local, fiz um lanche com barras de cereal e bebida isotônica para recompor as energias e tomei o caminho de volta com o intuito de aproveitar a enchente da maré. As 15 horas estava chegando de volta ao ponto de partida.

Mais uma vez o rio nos proporciona belas surpresas. Não perca tempo invista no seu espírito aventureiro e desfrute de belos momentos e lugares que as vezes estão tão próximos e você nem imagina. Até a próxima.
Gladston