A linha amarela desenha sobre a foto de satélite indica o caminho que percorremos, o ponto azul o local de partida e o vermelho a chegada.

Sexta-feira 24 de janeiro de 2003, constituímos um grupo para um percurso mais ousado, durante a semana acordei com Paulo que desceríamos o rio saindo do seu condomínio até a nossa base de apóio, Paulo fez contato com Adail e André e as nove horas nos encontramos no local combinado. Os barcos usados foram a minha canoa canadense e o caiaque duplo de André, calculamos que percurso a ser vencido é de cerca de 8 km, as nove horas e cinqüenta minutos iniciamos a empreitada, está parte inicial do percurso é desconhecida por mim, (percebo agora que ainda não me apresentei, meu nome é Gladston e no momento estou me dispondo a fazer o registro de nossas aventuras) e para André e Adail é inédito, somente Paulo já o fez de lancha.

Passados 45 minutos, estávamos no povoado de Areia Branca, do rio avistávamos as residências situadas na margem e a Igreja da Comunidade. Paramos pela primeira vez para descansar, tomamos um gole de água e um mergulho refrescante o manguezal mostrava todo a sua beleza ao longo desta parte do percurso.
Seguimos em frente  sempre acompanhados pela exuberância do manguezal, na margem esquerda terras de Aracaju e na direita as de São Cristóvão, a quarta cidade mais velha do pais (merece uma visita), mais 40 minutos remando atingimos a curva que o rio faz em "S" a primeira a direita e a segunda a esquerda onde a largura do seu leito aumenta de forma significativa, fizemos um segunda parada e trocamos de posição nos barcos, fôlego recuperado pusemo-nos em frente, embora a correnteza estivesse a nosso favor, enfrentávamos um forte vento exigindo de nós um maior esforço nas remadas, paramos de novo, desta feita no meio do rio sobre um crôa que se formava com a vazante da maré, caminhamos um pouco levando os barcos a reboque e já avistávamos a segunda grande curva do rio que se forma a esquerda num ângulo de 90º, alguns siris corriam ao perceberem a nossa aproximação, são inúmeros e nos lamentamos por não ter levado algumas iscas e gererés para capturá-los. Chamo a atenção dos companheiros que logo adiante encontraremos uma outra crôa onde há em abundância massunims, ao chegarmos ao local referido paramos novamente e os colegas impressionaram-se com a quantidade do crustáceo disponível.
Deste ponto já é possível avistar a Crôa do Goré e o local de chegada, fomo em frente, resolvemos então fazer uma parada estratégica num bar que fica a margem do rio para uma prosa e uns goles de uma merecida cerveja bem gelada. Partimos então para a empreitada final, mais uns dez minutos estávamos chegando, Ryan, Vinicius e Gabriel, nossos filhos, meu de Paulo e de Adail respectivamente nos aguardavam na prainha, paramos novamente e os meninos aproveitaram para dar uma volta nos barcos.
Já eram 14 horas e nossa preocupação é se alguém tinha acendido a churrasqueira, pois era considerável a nossa fome, retornamos aos barcos e 50 metros a frente chegamos ao local de desembarque. Fim de nossa aventura cerca de 4 horas após o seu início, valeu a pena e já estamos a planejar a próxima, até lá.