Pois é, hoje sábado, 28 de janeiro de 2006 fizemos um programa diferente, juntamos um grupo de cinco pessoas e fomos arriscar a sorte na pesca. Nosso destino novamente a Ilha de Mem de Sá em um local que nos foi recomendado por pescadores que moram por lá.
Como desta feita no nosso grupo estão alguns "marinheiros de primeira viagem" e a ilha esta a uma distância considerável para os mesmos, resolvemos poupá-los de tamanho esforça para chegar até lá, contratamos uma lança para nos rebocar até o local previsto do qual, ao final da pescaria pretendíamos retornar remando.
O que não estava planejado eram os imprevistos, o primeiro deles foi o esquecimento dos remos na casa de Piotr, e ai a grande invenção de Gran Bell foi a salvação, uma ligação, um carro, e a salvadora da pátria (Daniela esposa do Piotr) fez os remos chegarem as nossas mãos por volta de quarenta minutos depois.
Tudo certo então partimos, com cerca de 10 minutos nas águas do Vaza Barris, imprevisto número dois, um barulho estranho no motor da lancha, várias tentativas para fazê-lo funcionar novamente, sem sucesso, ficamos a deriva no meio do rio.
Mais uma vez surge um "salvador da pátria "um canoeiro que vinha subindo o rio ao sabor do vento, nossa redenção. Brando (é este mesmo o seu nome), o canoeiro é irmão do rapaz que estava conduzindo a lancha e o mais interessante é que a canoa também esta equipada com um motor de popa, motor do tipo rabeta de dois tempos com 5 hp, mais do que suficiente para dar continuidade ao nosso passeio. Passamos os quatro, eu, Luciano, Piotr Neto e Felipe para a canoa e Piotr acomodou-se na canoa canadense que estava sendo rebocada.
Seguimos viagem satisfeitos por ter superado mais um imprevisto, já estávamos nos aproximando do braço do rio que dá acesso a ilha quando de repente ouvimos um grito e ao olharmos para trás Piotr já estava dentro d'água, uma marola mais forte tomou a canoa canadense que ficou cheia de água com os utensílios da pescaria flutuando dentro da mesma. Rapidamente Brando desligou o motor da sua canoa, puxamos a canadense para perto e nos pusemos a esvaziá-la, alguns minutos depois superado o problema seguimos até o local desejado para a pescaria sem mais nenhum contratempo.
Deste momento em diante só tranqüilidade, pescaria e passeios no caiaque e na canoa apreciando a beleza da paisagem. No final da tarde resolvemos remar até o portinho da ilha de Men de Sá com o propósito de encontrar com Brando para nos levar de volta, já ao anoitecer chegamos do local de partida e tivemos a sorte de apreciar um por do sol sem igual.
Bem, quanto a pescaria não foi lá grande coisa, mas valeu a pena o belo dia que passamos em contato pleno com a natureza.


A pescaria

Remando

A tranqüilidade da ilha

O retorno

O por do sol