Resolvi colocar um vela na minha canoa canadense, encontrei na internet alguns sugestões e até kits que poderiam ser adquiridos prontos (na terra do Tio Sam). De posse das informações comecei a planejar uma solução domestica. Fiz a opção de reproduzir o modelo da figura a seguir.


Para tanto foi preciso correr atrás de material que possibilitasse a construção e que fosse facilmente acessível. A estrutura de sustentação do mastro foi feita em madeira (Pinho), e afixada por meio de quatro parafusos que prensam a pare superior com a inferior aos bordos da canoa.
O mastro e a estrutura da vela confeccionada com tubos de alumínio de 32 mm, medindo o mastro 2,40 m, o vértice maior da vela 2,50 m e o menor 2,20 m. Cetim foi o tecido escolhido após pesquisa e averiguação em loco nas canoas de pescadores da região
As bolinas, duplas são de Louro Amarelo e tem o comprimento de 70 cm, 20 mm de espessura e largura que vai de 20 cm na parte superior a 18 na inferior. Um tubo de alumínio de 32 mm de 1,10m faz a sustentação das mesmas na borda da canoa, este e preso a borda por meio de grampos. Para mantê-las presas ao tubo de alumínio com firmeza, lancei mão de parte de uma união para tubos d`água de 32 mm
Como leme no primeiro instante foi usado a solução do próprio remo da canoa, colocado num suporte também feito com tubo de alumínio.
Os Flutuadores foram feitos com aqueles macarrões de espuma facilmente encontrados nos super-merdados usados como bóia em aulas de natação e hidroginásticas. Pelo seu interior passa um tubo de alumínio que e preso a outro maior por meio de parafusos.
versão 1
A primeira experiência foi parcialmente satisfatória, a canoa consegui velejar, a bordo eu e meu filho Ryan. As primeiras dificuldades se deram com o manejo do leme quando percebi que o modelo escolhido não é confortável, é preciso em determinados momentos exercer força considerável para mantê-lo na posição desejada, mas mesmo assim fomos em frente. O problema maior surgiu quando resolvemos mudar de direção, ou seja navegar contra o vento e ai pesou muito a nossa nenhuma experiência com o velejar, embora tivéssemos tido o cuidado de recorrer a um curso rápido que encontrei na Internet ( www.veleiro.net/livrodebordo/cursodevela_parte1.htm ), de fato não obtivemos êxito tendo que recolher a vela e retornar remando.
versão 1
Dado ao problemas encontrados com a navegabilidade e com a sustentação das bolinas, desenvolvi um novo leme e passei a utilizar como bolinhas pás do remo. Fizemos uma nova experiência e o navegar tornou-se muito mais confortável, e tudo continuou assim enquanto estávamos a favor do vento. Quando resolvemos retornar o velho problema apareceu, a canoa teimava em tomar a direção que não desejávamos então, braços, para que os temos. Voltamos novamente remando.
Percebi que mais alguns ajustes precisam serem feitos no leme, como também algumas aulas práticas de como velejar. Bem, fica o alento de que o projeto funcionou quem sabe no próximo relato o sucesso será pleno.