Tinha tomado uma decisão na semana anterior que iria conhecer a Ilha Grande que fica a cerca de 6,5 km rio acima do ponto que costumeiramente uso para colocar os barcos na água. Insisti com meu filho para me acompanhar mas não obtive êxito, queixou-se que era muito longe. 

Parti então sozinho no caiaque por volta das 9:30 h (sábado, 31 de janeiro de 2004), o tempo estava nublado e ameaça chover. Este tem sido um verão atípico, chove em demasia. Planejei fazer o percurso em duas partes: subir o rio até o ponto onde termina a estrada do povoado Pedreiras e pegar um atalho por terra até a outra margem do rio, com isto diminuo o percurso em cerca de 400 m 

Na água novamente segui em frente, neste momento já chovia forte ao longe não conseguia distinguir o rio do céu tudo era uma massa cinzenta. O fato era agravado pelas condições dos meus óculos que estavam completamente molhados, pensei em desistir, dei uma olhada para trás percebi que a chuva iria diminuir e então resolvi continuar, a vantagem é que o rio estava super calmo, sem vento nenhuma marola, um verdadeiro espelho. Meu filho tinha razão é longe mesmo, remava, remava e nada do braço do rio que aparece no mapa surgi. Ao longo do caminho sempre exuberante o mangue, num determinado ponto encontrei uma árvore que me chamou atenção pelo seu tamanho.

Por fim cheguei ao ponto desejado, lá estava de fato ele o braço do rio que aparecia no rio e no outro lado a chamada Ilha Pequena, bela vista, apreciei-a por alguns instantes enquanto toma a decisão que rumo seguir. Um ponto na margem sul do rio tinha me chamado a atenção já a algum tempo, decidi ir até lá para averiguar em loco.

Uma grata surpresa, era um sobrado sede de uma fazenda situada no município Itaporanga construído em 1887, um local de beleza singular onde desembarquei para descansar e recompor as energias, o tempo tinha melhorado e o sol estava forte no céu. Eram aproximadamente 13 h quando comecei a voltar, desta feita pela margem sul do lado contrário que subi o rio. O bicho pegou pesado, vento forte marolas altas e o cansaço, mas não tinha alternativa tinha que retornar, adiante parei em uma praia fiz mais algumas fotos, hidratei-me e coloquei-me a remar cruzei a foz do riacho Água Boa e fui em frente enfrentando as intempéries.

Quando desembarquei na chegada já passavam das15:30, foi uma remada e tanto.

Gladston